Palma (cacto)
Palma (cacto) : planta medicinal originária do México, possui propriedades emolientes e adstringentes, indicada em casos de problemas de pele, é muitas vezes encontrada na forma de creme. A palma (figueria-da-india) também é amplamente consumida como alimento
Nome: Palma, tabaibeira, nopal, figueira-da-india, figo-da-india (fruto), figo-do-diabo (fruto) Nome binominal: Opuntia ficus indica Nome francês: Nopal, figuier de Barbarie, figue de Barbarie (fruit) Nome inglês: Indian fig opuntia Nome alemão: Opuntia ficus-indica, Nopal Nome italiano: fico d’india Nome espanhol: chumbera, tuna, nopal
Palma é alimento
Típico do semi-árido, o vegetal é um alimetno rico e pouco difundido
Para as pastagens, o emprego da palma forrageira é bastante conhecido na s regiões onde há longos períodos de estiagem, água escassa e pouca alternativa de alimento. Já na alimentação humana, o vegetal vem sendo utilizado em preparações culinárias, tradicionalmente, no México, desde o Império Asteca. Só muito depois, chegou à Itália, difundindo-se pela Europa.
Hoje, esses preparos recebem toques sofisticados da alta gastronomia, em pratos e bebidas saborosos e nutritivos. Principalmente, porque a palma forrageira passou a ser vista como uma das possibilidades de combater a fome e a desnutrição, tão presentes no semi-árido nordestino. Inclui o fato desta planta ser aliada nos tratamentos de saúde (é rica em vitaminas minerais, contendo 17 tipos de aminoácidos).
Nutrição
Estudos sobre os componentes nutricionais da palma forrageira indicam se tratar de um vegetal mais nutritivo do que os comumente encontrados na culinária vegetariana, como a couve, a beterraba e a banana, com a vantagem de ter baixo custo, sem pesar no orçamento das populações mais carentes. Vale reforçar que em países como o México, Estados Unidos e Japão este vegetal é um alimento nobre, tradicionalmente servido em restaurantes e hotéis de luxo, em preparos como sucos, saladas, pratos guisados, cozidos e doces.
No Brasil, o preconceito impede o consumo humano da palma em maior escala, sobretudo pelo nordestino que vive no campo. Este aceita, no máximo, a planta para ração animal, informa o engenheiro agrônomo, chefe do departamento técnico da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, Jorge Prado, um dos maiores difusores da palma em nossa região. O agrônomo foi um dos organizadores do I Simpósio Nordestino de Palma e outras Cactáceas, realizado este mês em Fortaleza, durante o XIV Seminário Nordestino de Pecuária (PECnordeste). "No México, a palma é considerada a terceira hortaliça mais consumida pela população", salienta.
Desde 2006 Jorge Prado vem se dedicando ao estudo aplicado da palma e seus benefícios econômicos e sociais. Implementar o plantio e esclarecer o produtor rural de seus benefícios tanto no consumo animal como no humano é o que mais interessa hoje. O agrônomo estima já ter trabalhado com cerca de 800 criadores de ovinos e bovinos. "A produção de palma minimiza as perdas, nos períodos de estiagem. É uma riqueza pouco explorada", diz
Além da alimentação, há uma série de subprodutos que podem ser obtidos por meio da palma forrageira, confirma o Chefe Geral da Embrapa Tropical, Victor Hugo. Explica que estão relacionados com celulose e a nanocelulose, através das quais são obtidos produtos como adesivos, bioadesivos, xaropes e bebidas utilizadas em dietas especiais.
A Embrapa Tropical, informa, possui um Laboratório de Valorização de Resíduos da Biomassa, onde são realizados estudos que avaliam as propriedades fitoterápicas da planta. Já sinalizam que ela ajuda a eliminar as toxinas do álcool e do fumo absorvidas pelo organismo.
Também ajuda no metabolismo da gordura, contribuindo para reduzir a concentração de açúcar no sangue e das taxas de colesterol, assim como no controle do diabetes. Os estudos revelam que, por contar com muitas fibras solúveis e insolúveis, a palma ajuda no bom funcionamento do sistema digestivo, além de impedir a concentração de elementos cancerígenos.
Nutrição infantil
Há três tipos de palmas comestíveis. Em muitas localidades, o fruto da planta já é comercializado nos supermercados, conhecido como "figo da índia".
Os diversos micronutrientes contidos neste vegetal (incluindo, uma grande quantidade de vitamina A, do complexo B e C, e minerais como o ferro, cálcio potássio e outros), de acordo com a professora da Universidade Federal da Paraíba e engenheira de alimentos, Ione Diniz, ajudam a evitar a cegueira noturna nos recém nascidos, além de colaborar para o crescimento das crianças. Ao alimentá-las desde cedo com a hortaliça, é observada uma melhora na saúde geral por se tratar de uma excelente fonte de nutrientes essenciais.
como ingrediente de molhos de tomate, no picadinho ou como recheio.refeições com a palma, a exemplo de tortas de forno e sucos.
a polpa da palma, que serve de base para a preparação de diferentes tipos de pratos.
O bônus do consumo desta forrageira são os efeitos medicinais devido a suas propriedades anti-inflamatórias. Estudos recentes revelam que o consumo do vegetal pode contribui para a melhora dos quadros de dores crônicas e osteoporose.
Usos diversificados
Os frutos e raquetes (ou brotos) da palma forrageira são empregados em múltiplos usos:
Alimentação animal: por ser um vegetal rico em água e fibras, é empregado no preparo com silagem ou feno;
Alimentação humana: tanto a fruta da palma como as raquetes, na preparação de mais de 200 pratos e sucos;
Agroindústria: com preparação de diversos produtos e derivados, que resultam no uso das raquetes jovens e dos frutos;
Medicamento popular: é considerado antidiarreico, antidisentérico, peitoral, antiasmático , diurético, cardiotônico, antinflamatório, da bexiga e da uretra (no alívio das dores) e no tratamento do diabetes;
Corantes: os índios mexicanos produziam corantes (carmim);
Cosméticos: são produzidos vários produtos, a exemplo de xampus, loções e sabonetes;
Outras aplicações estão sendo pesquisadas, como adesivos, bioadesivos, xaropes e bebidas utilizadas em dietas especiais
Receitas no album receitas da roça
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Broto de bambu
Broto de bambu TAKENOKO
O broto de bambu é muito consumido em nosso meio. Conheça os benefícios do broto de bambu.
O broto de bambu é uma iguaria extremamente valorizada pela cultura japonesa. Além de ser um alimento extremamente saboroso, é capaz de proporcionar incontáveis vantagens à saúde do indivíduo. Conheça os benefícios do broto de bambu.
O bambu tem diversas utilidades em nosso meio.
O bambu tem diversas utilidades, sendo que ele é um produto muito utilizado na fabricação de diversos produtos, devido a sua grande resistência. Por isso, pode ser encontrado como varas de pescar, pipas, arco e flecha e, até mesmo, móveis. Por outro lado, o broto de bambu faz parte da dieta de diversos povos do Oriente, como os indianos, os japoneses e os chineses. Dessa forma, compõe uma variedade de pratos tradicionais desses povos, desde frituras e assados, até mesmo cozidos e saladas.
BENEFÍCIOS DO BROTO DE BAMBU
Os benefícios do broto de bambu ultrapassam o limite do sabor oferecido pelo alimento, sendo que a medicina está a cada dia, fazendo novas descobertas sobre essa planta. O brotode bambu é extremamente rico em nutrientes, tais como a proteína vegetal, o cálcio, os aminoácidos, as fibras, o fósforo e as vitaminas B1, B2 e C.
O broto de bambu ajuda os indivíduo que tem problemas de digestão.
FORMAS DE CONSUMO DO BROTO DE BAMBU
O broto de bambu pode ser utilizado em diversas formas, incluindo o modo em conserva. Outro uso bem comum do broto de bambu, é no preparo de refogados com manteiga, temperos e cheiro verde, ou mesmo, consumido junto com carne de frango, de boi ou de porco.
COLABORANDO COM O COMBATE DE DOENÇAS
O consumo do broto de bambu é muito indicado pela grande variedade de nutrientes que esse alimento e composto. Além desses, o broto de bambu possui propriedades acuradas, sendo muito indicado para o tratamento de problemas na digestão. Isso porque esse alimento colabora com a estimulação dos movimentos do estômago e do intestino. Outra vantagem é que seu consumo também colabora com a prevenção de doenças cardiovasculares.
SAIBA MAIS SOBRE O BROTO DE BAMBU
O broto de bambu é muito utilizado no combate à desnutrição, em especial, nos países pobres. Isso ocorre devido à facilidade de encontrar o alimento na natureza, e ao grande valor de nutrientes presentes no alimento. Devido a esses benefícios, ele é utilizado tanto para alimentação de homens, quanto dos animais.
O broto de bambu é muito consumido em nosso meio.
O broto de bambu é um alimento rico em nutrientes e traz grandes vantagens à saúde do indivíduo que o consome. Após conhecer mais sobre os benefícios do broto de bambu, basta adicioná-lo a sua dieta e manter uma vida saudável
Os orientais o chaman de takenoko
Algumas receitas no album cozinha da roça
O broto de bambu é muito consumido em nosso meio. Conheça os benefícios do broto de bambu.
O broto de bambu é uma iguaria extremamente valorizada pela cultura japonesa. Além de ser um alimento extremamente saboroso, é capaz de proporcionar incontáveis vantagens à saúde do indivíduo. Conheça os benefícios do broto de bambu.
O bambu tem diversas utilidades em nosso meio.
O bambu tem diversas utilidades, sendo que ele é um produto muito utilizado na fabricação de diversos produtos, devido a sua grande resistência. Por isso, pode ser encontrado como varas de pescar, pipas, arco e flecha e, até mesmo, móveis. Por outro lado, o broto de bambu faz parte da dieta de diversos povos do Oriente, como os indianos, os japoneses e os chineses. Dessa forma, compõe uma variedade de pratos tradicionais desses povos, desde frituras e assados, até mesmo cozidos e saladas.
BENEFÍCIOS DO BROTO DE BAMBU
Os benefícios do broto de bambu ultrapassam o limite do sabor oferecido pelo alimento, sendo que a medicina está a cada dia, fazendo novas descobertas sobre essa planta. O brotode bambu é extremamente rico em nutrientes, tais como a proteína vegetal, o cálcio, os aminoácidos, as fibras, o fósforo e as vitaminas B1, B2 e C.
O broto de bambu ajuda os indivíduo que tem problemas de digestão.
FORMAS DE CONSUMO DO BROTO DE BAMBU
O broto de bambu pode ser utilizado em diversas formas, incluindo o modo em conserva. Outro uso bem comum do broto de bambu, é no preparo de refogados com manteiga, temperos e cheiro verde, ou mesmo, consumido junto com carne de frango, de boi ou de porco.
COLABORANDO COM O COMBATE DE DOENÇAS
O consumo do broto de bambu é muito indicado pela grande variedade de nutrientes que esse alimento e composto. Além desses, o broto de bambu possui propriedades acuradas, sendo muito indicado para o tratamento de problemas na digestão. Isso porque esse alimento colabora com a estimulação dos movimentos do estômago e do intestino. Outra vantagem é que seu consumo também colabora com a prevenção de doenças cardiovasculares.
SAIBA MAIS SOBRE O BROTO DE BAMBU
O broto de bambu é muito utilizado no combate à desnutrição, em especial, nos países pobres. Isso ocorre devido à facilidade de encontrar o alimento na natureza, e ao grande valor de nutrientes presentes no alimento. Devido a esses benefícios, ele é utilizado tanto para alimentação de homens, quanto dos animais.
O broto de bambu é muito consumido em nosso meio.
O broto de bambu é um alimento rico em nutrientes e traz grandes vantagens à saúde do indivíduo que o consome. Após conhecer mais sobre os benefícios do broto de bambu, basta adicioná-lo a sua dieta e manter uma vida saudável
Os orientais o chaman de takenoko
Algumas receitas no album cozinha da roça
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Umbigo de bananeira
Umbigo de Bananeira(Coração)
Da bananeira aproveita-se tudo, suas fibras depois de processadas é largamente usadas no artesanato. A culinária brasileira herdou dos índios o costume de cozinhar ou assar alimentos na folha da bananeira. A sua fruta é usada em uma infinidade de receitas, como doces, pratos salgados, pães, bolos, licores.... Com o coração da bananeira pode-se fazer picadinho com carne moída, bem à moda dos caipiras paulistas e mineiros. Dando um ar de sofisticação podemos empregá-lo em uma quiche.
Coração de bananeira ou umbigo de banana, é o pendão floral que sai na ponta do cacho da banana e que é cortado quando elas ainda estão verdes para que fiquem mais desenvolvidas. E o miolo do pendão floral é comestíve
Da bananeira aproveita-se tudo, suas fibras depois de processadas é largamente usadas no artesanato. A culinária brasileira herdou dos índios o costume de cozinhar ou assar alimentos na folha da bananeira. A sua fruta é usada em uma infinidade de receitas, como doces, pratos salgados, pães, bolos, licores.... Com o coração da bananeira pode-se fazer picadinho com carne moída, bem à moda dos caipiras paulistas e mineiros. Dando um ar de sofisticação podemos empregá-lo em uma quiche.
Coração de bananeira ou umbigo de banana, é o pendão floral que sai na ponta do cacho da banana e que é cortado quando elas ainda estão verdes para que fiquem mais desenvolvidas. E o miolo do pendão floral é comestíve
Hibiscus
Existem mais de 300 espécies de hibiscos, desde aqueles que ornamentam jardins, até um velho conhecido na cozinha: o quiabo (Hibiscus esculentus L.) – que hoje, devido a nova classificação das plantas, o quiabo tem novo nome, chama-se agora Abelmoschus esculentus.
A dica de hoje é o hibiscus sabdariffa L. , que é diferente daquelas flores ornamentais.
O hibiscus sabdariffa é também conhecido como hibiscus, rosela, groselha, umê, azedinha, vinagreira, quiabo-roxo, caruru-azedo, caruru-da-guiné e quiabo-de-angola, e possui propriedades antiespasmódica, antiinflamatório, redutora da hipertensão, antioxidante natural, diurética, laxante suave e auxiliar nas dietas de emagrecimento, além de ser usado para combater problemas respiratórios, bronquites, gripes, resfriados, gastrite e afecções da pele.
Rico em cálcio, magnésio, ferro e vitaminas A e C, o hibisco contém fitoquímicos, altos teores de antocianinas, fitosteróis, além de quantidade significativa de fibras alimentares.
Suas folhas – ricas em vitaminas, sais minerais e aminoácidos – quando estão jovens e tenras podem ser consumidas em saladas cruas; depois, um pouco mais velhas, podem ser refogadas ou adicionadas a cozidos, sopas, feijão e arroz.
As flores são ricas em mucilagem, uma mistura complexa de polissacarídeos que se transforma numa fibra gelatinosa quando recebe água.
O cálice vermelho, de sabor um pouco azedo, contém ácidos muito usados na fabricação de geléias, doces, picles, vinho, vinagre, sucos e chás.
Para conservar o cálice por mais tempo, desidrate: tire o miolo com as sementes, cortando o fundinho e empurrando o fruto seco central. Lave bem, seque com pano limpo e espalhe numa peneira. Cubra com tule e coloque sob sol – no final do dia, recolha por causa do sereno. Depois de uns 5 dias de sol, guarde-os num vidro.
Para fazer o suco de hibisco, basta pegar alguns cálices crus ou cozidos, liquidificar com água, coar e adoçar a gosto. Pode-se aproveitar os cálices triturados para fazer geléia ou doce.
O chá, que é feito com o cálice seco à sombra, contém concentrações elevadas de polissacarídeos e flavonóides (os mesmos do vinho) –protetores contra os radicais livres. Para fazer o chá coloque numa chaleira 1 litro de água fervente, 5 ou 6 hibiscos, sem sementes. Uma variação: ferva a água com um pau de canela e dois cravos-da-índia durante uns 15 minutos, depois desligue o fogo e acrescente umas 3 rodelas de maçã e os hibiscos, abafe por uns 10 minutos e depois sirva.
O chá só com hibisco ajuda a emagrecer porque estimula o metabolismo, tem ação digestiva e diurética e reduz o colesterol ruim e as taxas de lipídios e glicose totais no sangue, colaborando também na prevenção da diabete tipo 2.
A ação diurética, além de ajudar a normalizar a pressão arterial, diminui a retenção de líquidos, uma das responsáveis pela formação e agravamento da celulite.
Além de chás e sucos, o sabor ácido-doce do hibisco pode ser apreciado em outras receitas interessantes, fáceis de fazer e o melhor: saborosas!
Sagu de Hibisco: faça o chá de hibisco, depois leve o chá para ferver, junte ½ xícara de bolinhas de sagu e mexa delicadamente, só para evitar que fiquem grudadas. Deixe cozinhar por uns 30 minutos em fogo baixo ou até que as bolinhas fiquem transparentes. Junte ¼ de xícara de açúcar nos últimos 5 minutos e mexa devagar para dissolver. Sugestão: sirva com natas (2 a 3 porções).
Quentão de Hibisco sem álcool: Ingredientes: 1 xícara de hibisco desidratado 2 colheres de sopa de gengibre 2 colheres de sopa de maçã desidratada 2 litros de água fervente ½ casca de laranja cravos da índia canela 1 colher de stévia, um adoçante natural e menos calórico
Para fazer o quentão coloque os ingredientes na água fervente e deixe por 15 minutos.
A dica de hoje é o hibiscus sabdariffa L. , que é diferente daquelas flores ornamentais.
O hibiscus sabdariffa é também conhecido como hibiscus, rosela, groselha, umê, azedinha, vinagreira, quiabo-roxo, caruru-azedo, caruru-da-guiné e quiabo-de-angola, e possui propriedades antiespasmódica, antiinflamatório, redutora da hipertensão, antioxidante natural, diurética, laxante suave e auxiliar nas dietas de emagrecimento, além de ser usado para combater problemas respiratórios, bronquites, gripes, resfriados, gastrite e afecções da pele.
Rico em cálcio, magnésio, ferro e vitaminas A e C, o hibisco contém fitoquímicos, altos teores de antocianinas, fitosteróis, além de quantidade significativa de fibras alimentares.
Suas folhas – ricas em vitaminas, sais minerais e aminoácidos – quando estão jovens e tenras podem ser consumidas em saladas cruas; depois, um pouco mais velhas, podem ser refogadas ou adicionadas a cozidos, sopas, feijão e arroz.
As flores são ricas em mucilagem, uma mistura complexa de polissacarídeos que se transforma numa fibra gelatinosa quando recebe água.
O cálice vermelho, de sabor um pouco azedo, contém ácidos muito usados na fabricação de geléias, doces, picles, vinho, vinagre, sucos e chás.
Para conservar o cálice por mais tempo, desidrate: tire o miolo com as sementes, cortando o fundinho e empurrando o fruto seco central. Lave bem, seque com pano limpo e espalhe numa peneira. Cubra com tule e coloque sob sol – no final do dia, recolha por causa do sereno. Depois de uns 5 dias de sol, guarde-os num vidro.
Para fazer o suco de hibisco, basta pegar alguns cálices crus ou cozidos, liquidificar com água, coar e adoçar a gosto. Pode-se aproveitar os cálices triturados para fazer geléia ou doce.
O chá, que é feito com o cálice seco à sombra, contém concentrações elevadas de polissacarídeos e flavonóides (os mesmos do vinho) –protetores contra os radicais livres. Para fazer o chá coloque numa chaleira 1 litro de água fervente, 5 ou 6 hibiscos, sem sementes. Uma variação: ferva a água com um pau de canela e dois cravos-da-índia durante uns 15 minutos, depois desligue o fogo e acrescente umas 3 rodelas de maçã e os hibiscos, abafe por uns 10 minutos e depois sirva.
O chá só com hibisco ajuda a emagrecer porque estimula o metabolismo, tem ação digestiva e diurética e reduz o colesterol ruim e as taxas de lipídios e glicose totais no sangue, colaborando também na prevenção da diabete tipo 2.
A ação diurética, além de ajudar a normalizar a pressão arterial, diminui a retenção de líquidos, uma das responsáveis pela formação e agravamento da celulite.
Além de chás e sucos, o sabor ácido-doce do hibisco pode ser apreciado em outras receitas interessantes, fáceis de fazer e o melhor: saborosas!
Sagu de Hibisco: faça o chá de hibisco, depois leve o chá para ferver, junte ½ xícara de bolinhas de sagu e mexa delicadamente, só para evitar que fiquem grudadas. Deixe cozinhar por uns 30 minutos em fogo baixo ou até que as bolinhas fiquem transparentes. Junte ¼ de xícara de açúcar nos últimos 5 minutos e mexa devagar para dissolver. Sugestão: sirva com natas (2 a 3 porções).
Quentão de Hibisco sem álcool: Ingredientes: 1 xícara de hibisco desidratado 2 colheres de sopa de gengibre 2 colheres de sopa de maçã desidratada 2 litros de água fervente ½ casca de laranja cravos da índia canela 1 colher de stévia, um adoçante natural e menos calórico
Para fazer o quentão coloque os ingredientes na água fervente e deixe por 15 minutos.
Mentruz
O mentruz tem alta concentração de iodo e o seu gosto é muito parecido com o agrião, é utilizado já há muito tempo por curar hematomas, inchaços musculares e algumas feridas, inclusive infecções na garganta e órgãos internos. Tem-se informação de seu uso até mesmo para tratamento de úlceras gastro-intestinais. O seu principal componente ativo é o iodo, mas esta plantinha tem outros componentes ativos muito importantes e pouco estudados, pois apenas a ingestão do iodo não proporciona o resultado que ela apresenta. Pode ser macerado com sal ou em óleo vegetal pré aquecido para ser aplicado sobre hematomas, nervos que sofreram torção. Batido com leite é muito utilizado para tratamento de infecções da garganta, faringe ou estomacais. Também é utilizado no preparo de um fortificante que utiliza um litro de vinho do porto, uma gema de ovo de pata e um maço de mentruz, depois de batido no liquidificador e coado deve ser colocado na geladeira. Toma-se uma colher de sopa antes das refeições. Também tem o seu princípio ativo muito utilizado como inseticida, por isso o cheiro ser parecido com alguns inseticidas não é mera coincidência.
Sopa de fubá com mentruz 30 g de bacon, se quiser; 2 dentes de alho picados; 1 colher (sopa) de azeite; 1 litro de caldo de galinha caseiro; 1/2 xícara de sêmola de milho misturada com 1 xícara de água (fubá comum também serve); Sal a gosto; 1/2 xícara de folhas de mentruz rasteiro refogada rapidamente em azeite (ou sobras de mostarda refogada ou de couve); 3 ovos caipiras; Pimenta-do-reino para finalizar; Modo de preparo: Se quiser Se for usar o bacon, pique finamente e coloque numa panela junto com o alho para fritar no azeite até dourar. Junte o caldo e deixe ferver. Adicione, então, a sêmola e mexa até engrossar. Junte sal, se o seu caldo não for salgado. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por meia hora. Junte as folhas previamente refogadas e quebre os ovos separados e deixe cozinhar por 2 minutos ou menos se quiser a gema bem mole. Sirva polvilhada com pimenta-do-reino. Rende: 3 porções
Sopa de fubá com mentruz 30 g de bacon, se quiser; 2 dentes de alho picados; 1 colher (sopa) de azeite; 1 litro de caldo de galinha caseiro; 1/2 xícara de sêmola de milho misturada com 1 xícara de água (fubá comum também serve); Sal a gosto; 1/2 xícara de folhas de mentruz rasteiro refogada rapidamente em azeite (ou sobras de mostarda refogada ou de couve); 3 ovos caipiras; Pimenta-do-reino para finalizar; Modo de preparo: Se quiser Se for usar o bacon, pique finamente e coloque numa panela junto com o alho para fritar no azeite até dourar. Junte o caldo e deixe ferver. Adicione, então, a sêmola e mexa até engrossar. Junte sal, se o seu caldo não for salgado. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por meia hora. Junte as folhas previamente refogadas e quebre os ovos separados e deixe cozinhar por 2 minutos ou menos se quiser a gema bem mole. Sirva polvilhada com pimenta-do-reino. Rende: 3 porções
Dente de leão
DENTE-DE-LEÃO - A COROA DO SOL -USOS CULINÁRIOS E MEDICINAIS
Dente-de-Leão é o nome comum de várias espécies do gênero Taraxacum das quais a mais disseminada é a Taraxacum officinale, nativa tanto do continente europeu quanto do asiático. Esta linda florzinha amarela veio para as Américas junto com os conquistadores e, por isso, na América do Norte, era conhecida dos nativos como “pegadas do homem branco” pois sua disseminação acompanhava as caravanas. É uma planta que se adapta facilmente a ambientes degradados e agrestes e, suas sementes permanecem viáveis por longos anos, razão pela qual a sua disseminação, atualmente, é cosmopolita. Em muitos lugares da terra, esse gênero é usado para alimentação, de gente e de gado e, sempre, para a cura. Usos do dente-de-leão
Apesar de ser considerada como erva daninha por jardineiros e proprietários de gramados, o dente-de-leão é uma planta com uso consagrado tanto na culinária quanto na medicina popular de muitos países. Seu conteúdo em vitaminas A e C, cálcio e ferro fazem do dente-de-leão uma erva competitiva com o espinafre e outras semelhantes.
* das suas flores é feito vinho * das flores e limão também se faz um xarope, que se mistura com agrião e alcachofra, e se usa como fortificante * das folhas e os brotos se comem em saladas frescas * as folhas e talos também podem ser refogadas ou cozidas * das raízes, depois de cozidas e moídas, pode ser feito um substituto do café
Uso medicinal do dente-de-leão
Na medicina popular e na fitoterapia é consagrado seu uso como tônico hepático, diurético e depurativo do sangue, antiescorbútico, antiácido e laxante. Sua ingestão facilita a digestão e estimula o apetite. Pode ser usado em casos de obstipação. Como o seu uso aumenta a produção de bílis, também é adequado para problemas de fígado e vesícula biliar. A raiz do dente-de-leão é indicada para reumatismos e, na forma de óleo para massagem, nos casos de artrite. Dizem que o seu chá ajuda muito nas dietas de emagrecimento, se tomado 3 vezes por dia.
Mas, estudos muito interessantes realizados no Canadá (Departamento de Química e Bioquímica da Universidade de Windsor) até pouco tempo atrás, apontam o dente-de-leão como um possível remédio para o câncer.
Segundo a notícia, o extrato da raiz do dente-de-leão, aplicada a células cancerosas, leva essas células ao processo de apoptose, que é a sua autodestruição.
Esta pesquisa foi feita pela Dra. Caroline Hamm e, através dela foi encontrada uma das únicas soluções para ajudar aqueles que sofrem de leucemia mielomonocitica crônica (LMMC). Este tipo de leucemia começa nas células formadoras do sangue na medula óssea a partir de onde envolve todo o sangue.
A matéria que reproduzimos conta que alguns pacientes de LMMC conseguiram sua cura pelo uso do chá da raiz de dente-de-leão mas, esse fato ainda não está consagrado pela medicina ocidental oficial. E a pesquisa também não está consagrada pois, como se pode pensar, não é de grande interesse para a indústria farmacêutica.
Receita para fazer o chá de raiz de dente-de-leão
Tome 2 colheres (sopa) de raiz (pode usar a planta inteira também) e cozinhe em 1 litro de água até ferver. Quando ferver, desligue o fogo e abafe por 10 minutos. Depois disso basta coar o chá e tomar. O recomendado é até 3 xícaras ao dia.
Dente-de-Leão é o nome comum de várias espécies do gênero Taraxacum das quais a mais disseminada é a Taraxacum officinale, nativa tanto do continente europeu quanto do asiático. Esta linda florzinha amarela veio para as Américas junto com os conquistadores e, por isso, na América do Norte, era conhecida dos nativos como “pegadas do homem branco” pois sua disseminação acompanhava as caravanas. É uma planta que se adapta facilmente a ambientes degradados e agrestes e, suas sementes permanecem viáveis por longos anos, razão pela qual a sua disseminação, atualmente, é cosmopolita. Em muitos lugares da terra, esse gênero é usado para alimentação, de gente e de gado e, sempre, para a cura. Usos do dente-de-leão
Apesar de ser considerada como erva daninha por jardineiros e proprietários de gramados, o dente-de-leão é uma planta com uso consagrado tanto na culinária quanto na medicina popular de muitos países. Seu conteúdo em vitaminas A e C, cálcio e ferro fazem do dente-de-leão uma erva competitiva com o espinafre e outras semelhantes.
* das suas flores é feito vinho * das flores e limão também se faz um xarope, que se mistura com agrião e alcachofra, e se usa como fortificante * das folhas e os brotos se comem em saladas frescas * as folhas e talos também podem ser refogadas ou cozidas * das raízes, depois de cozidas e moídas, pode ser feito um substituto do café
Uso medicinal do dente-de-leão
Na medicina popular e na fitoterapia é consagrado seu uso como tônico hepático, diurético e depurativo do sangue, antiescorbútico, antiácido e laxante. Sua ingestão facilita a digestão e estimula o apetite. Pode ser usado em casos de obstipação. Como o seu uso aumenta a produção de bílis, também é adequado para problemas de fígado e vesícula biliar. A raiz do dente-de-leão é indicada para reumatismos e, na forma de óleo para massagem, nos casos de artrite. Dizem que o seu chá ajuda muito nas dietas de emagrecimento, se tomado 3 vezes por dia.
Mas, estudos muito interessantes realizados no Canadá (Departamento de Química e Bioquímica da Universidade de Windsor) até pouco tempo atrás, apontam o dente-de-leão como um possível remédio para o câncer.
Segundo a notícia, o extrato da raiz do dente-de-leão, aplicada a células cancerosas, leva essas células ao processo de apoptose, que é a sua autodestruição.
Esta pesquisa foi feita pela Dra. Caroline Hamm e, através dela foi encontrada uma das únicas soluções para ajudar aqueles que sofrem de leucemia mielomonocitica crônica (LMMC). Este tipo de leucemia começa nas células formadoras do sangue na medula óssea a partir de onde envolve todo o sangue.
A matéria que reproduzimos conta que alguns pacientes de LMMC conseguiram sua cura pelo uso do chá da raiz de dente-de-leão mas, esse fato ainda não está consagrado pela medicina ocidental oficial. E a pesquisa também não está consagrada pois, como se pode pensar, não é de grande interesse para a indústria farmacêutica.
Receita para fazer o chá de raiz de dente-de-leão
Tome 2 colheres (sopa) de raiz (pode usar a planta inteira também) e cozinhe em 1 litro de água até ferver. Quando ferver, desligue o fogo e abafe por 10 minutos. Depois disso basta coar o chá e tomar. O recomendado é até 3 xícaras ao dia.
Picão branco
Picão ajuda a emagrecer? Estou fazendo um favor pra essa planta, dando mais mídia e divulgação, porque ela merece. E olha, esse título é uma provocação: picão não emagrece. Mas não engorda. E faz tanto bem pra saúde que eu acho legal você continuar lendo. O picão tem tantas propriedades boas que deveriam lhe dar mais atenção. É um coquetel de nutrientes. Rico em minerais, como magnésio, ferro e potássio, também tem bastante vitaminas A, C e E. Claro, quando cozido, parte das vitaminas vão embora, mas boa parte fica - além das proteínas. Ajuda na má digestão, é bom no tratamento de úlceras, aftas e problemas do fígado. Ainda, é desintoxicante, estimula a imunidade e possui ação anti-inflamatória. Pode ser desidratado e misturado junto na farinha, para um pão mais nutritivo. Ou ainda, colocado no arroz que vai cozinhar, no omelete, na sopa....
Quando começam as chuvas, uma das primeiras plantas que aparece é o picão. Folhinhas serrilhadas, crescimento rápido. As flores podem ser amarelas, fechadinhas, no caso do Bidens pilosa, ou Picão Preto, ou margaridinhas brancas, no caso do Bidens alba, Picão Branco. Em ambos os casos, as plantas são comestíveis, e gostosas. No caso das folhas do bidens alba, a planta é mais alta e as folhas, maiores.
Bidens alba: florezinhas brancas e agulhas negras.
O picão é uma daquelas plantas fáceis de reconhecer, especialmente quando as sementes já foram formadas. As sementes são fininhas, escuras e possuem duas anteninhas. Aliás, são elas que dão o nome pra planta em latim: Bidens significa "dois dentes", em alusão á forma das sementes. Não chegue muito perto, se não, ooops, picão preso na roupa. Picar, mesmo, ele não pica. Mas gruda, enrosca. E é por isso que tem picão em todo lugar: esse enroscamento todo faz com que, grudado no pelo de animais, vá cair bem longe de onde nasceu. E, se nenhum animal aparecer para levar as sementes, elas caem por ali mesmo e alegremente formam touceiras de picão.
Os Bidens nascem durante o ano todo, por toda parte. Porém, precisam de chuva para germinar, então são mais escassos no fim do inverno por causa da estiagem. Mas no resto do ano, picão à vontade! Cada planta produz dezenas de sementes, que darão origem a dezenas de plantinhas assim que cair a primeira chuva. O aquênios, as agulhinhas pretas, aguentam muitos anos no solo até rebrotar novamente, então mesmo que os picões tenham sumido, podem reaparecer com força total no outro ano.
Bidens pilosa, florzinha singela sem pétalas.
O picão é uma planta de ciclo curto. Em geral, dura de 6 meses a um ano. Depois da floração, a planta fica com manchas nas folhas, e seca completamente. Esse é o momento em que as sementes devem ser colhidas e a planta tombada para se decompor. As flores são muito simples, porém cheias de pólem e néctar, sendo uma fonte fundamental para abelhas em tempos de estiagem. Então, se não for consumir, não arranque: deixe para os insetos. O sabor lembra espinafre, e algo picante (picão?) da folha da cenoura - mas pode ser impressão minha. Como tem muitas saponinas, é bom ser fervido antes, para ficar realmente seguro para consumo -da mesma maneira que se faz com o espinafre. Folhas jovens e brotos são mais gostosos e menos fibrosos, assim como as plantas que nascem mais na sombra tem sabor mais suave. Os talos são fibrosos e não muito fáceis de comer.
Bidens alba, produzindo muitas sementes.
GUIA DE IDENTIFICAÇÃO Bidens alba e Bidens pilosa. Folhas pecioladas, opostas, com formato oval ou pontuda (lanceolado), folhas simples ou compostas por 3 a 9 unidades, sendo em geral compostas por 5 a 7 folíolos. Cada folha chega a um palmo, possui folha verde escura e a parte abaxial (inferior) da folha com pilosidades (no caso de B. pilosa), e borda serrilhada. O caule é ereto, ramificado, podendo ser arroxeado em plantas que nascem a pleno sol. As flores são capitulos amarelos, nascendo isolados ou em grupos, com pétalas brancas ou ausentes, parecidas com margaridinhas, de aproximadamente 2cm de diâmetro.
LOCAL DE OCORRÊNCIA
Qualquer local. Sem exigências em relação ao solo, gosta mais de pleno sol. Em solos úmidos e férteis pode chegar a 1,5 metros de altura.
MODO DE PREPARAÇÃO
Folhas, cozidas, refogadas pou desidratadas. Folhas e flores na forma de chá.
RECEITA:
Sopa de Cenoura à Tailandesa com Coentro e Picão Essa sopa era uma das especialidades do restaurante que trabalhei na Irlanda, o Stag's Head Pub, mas dei uma adaptada e a deixei melhor do que nunca, acrescentando o coco, a laranja e a noz-moscada, inspirado pelos aromas orientais. É cremosa, nutritiva, tem uma cor linda e um sabor muito especial, devido ao acréscimo de ervas aromáticas. Outro segredo da receita: a cenoura é dourada lentamente antes do cozimento, o que dá um sabor profundo à sopa. Mesmo quem não suporta coentro vai gostar dessa sopa. Pode ser consumida quente ou gelada. Ingredientes: (para 4 pessoas) 6 cenouras grandes, descascadas e picadas 1 col sopa de coco ralado, fresco ou seco ou 3 colheres de leite de coco suco de 1/2 laranja azeda 4 dentes de alho, pilados 3 cm de gengibre, descascado e picado 4 col de sopa de coentro picado 4 col de sopa de salsinha picada 1 pitada de pimenta 1 pitada de nos moscada ralada 2 xícaras de folhas de picão picadas finamente 3 col sopa de óleo Coloque o óleo na panela de pressão, e em fogo médio, doure e refogue as cenouras, mexendo sempre. Após 10 minutos, adicione os alhos, o coco ralado e o suco de laranja. Complete com água até 2 dedos acima da cenoura. Tampe e cozinhe por 25 minutos após criar pressão. Enquanto isso, ferva 4 xícaras de água, adicione o picão, deixe descansar por 10 segundos e descarte a água. Reserve o picão. Assim que a pressão da sopa tiver saído, adicione o coentro, o gengibre e bata no mixer ou liquidificador até virar um creme consistente. Adicione o picão escaldado, a salsinha picada, a pimenta, a noz moscada, acerte o sal e sirva. Acompanha bem torradinhas com azeite, queijo ralado e legumes fritos. Pode ser servida gelada, em taças, para dias quentes de verão.
Quando começam as chuvas, uma das primeiras plantas que aparece é o picão. Folhinhas serrilhadas, crescimento rápido. As flores podem ser amarelas, fechadinhas, no caso do Bidens pilosa, ou Picão Preto, ou margaridinhas brancas, no caso do Bidens alba, Picão Branco. Em ambos os casos, as plantas são comestíveis, e gostosas. No caso das folhas do bidens alba, a planta é mais alta e as folhas, maiores.
Bidens alba: florezinhas brancas e agulhas negras.
O picão é uma daquelas plantas fáceis de reconhecer, especialmente quando as sementes já foram formadas. As sementes são fininhas, escuras e possuem duas anteninhas. Aliás, são elas que dão o nome pra planta em latim: Bidens significa "dois dentes", em alusão á forma das sementes. Não chegue muito perto, se não, ooops, picão preso na roupa. Picar, mesmo, ele não pica. Mas gruda, enrosca. E é por isso que tem picão em todo lugar: esse enroscamento todo faz com que, grudado no pelo de animais, vá cair bem longe de onde nasceu. E, se nenhum animal aparecer para levar as sementes, elas caem por ali mesmo e alegremente formam touceiras de picão.
Os Bidens nascem durante o ano todo, por toda parte. Porém, precisam de chuva para germinar, então são mais escassos no fim do inverno por causa da estiagem. Mas no resto do ano, picão à vontade! Cada planta produz dezenas de sementes, que darão origem a dezenas de plantinhas assim que cair a primeira chuva. O aquênios, as agulhinhas pretas, aguentam muitos anos no solo até rebrotar novamente, então mesmo que os picões tenham sumido, podem reaparecer com força total no outro ano.
Bidens pilosa, florzinha singela sem pétalas.
O picão é uma planta de ciclo curto. Em geral, dura de 6 meses a um ano. Depois da floração, a planta fica com manchas nas folhas, e seca completamente. Esse é o momento em que as sementes devem ser colhidas e a planta tombada para se decompor. As flores são muito simples, porém cheias de pólem e néctar, sendo uma fonte fundamental para abelhas em tempos de estiagem. Então, se não for consumir, não arranque: deixe para os insetos. O sabor lembra espinafre, e algo picante (picão?) da folha da cenoura - mas pode ser impressão minha. Como tem muitas saponinas, é bom ser fervido antes, para ficar realmente seguro para consumo -da mesma maneira que se faz com o espinafre. Folhas jovens e brotos são mais gostosos e menos fibrosos, assim como as plantas que nascem mais na sombra tem sabor mais suave. Os talos são fibrosos e não muito fáceis de comer.
Bidens alba, produzindo muitas sementes.
GUIA DE IDENTIFICAÇÃO Bidens alba e Bidens pilosa. Folhas pecioladas, opostas, com formato oval ou pontuda (lanceolado), folhas simples ou compostas por 3 a 9 unidades, sendo em geral compostas por 5 a 7 folíolos. Cada folha chega a um palmo, possui folha verde escura e a parte abaxial (inferior) da folha com pilosidades (no caso de B. pilosa), e borda serrilhada. O caule é ereto, ramificado, podendo ser arroxeado em plantas que nascem a pleno sol. As flores são capitulos amarelos, nascendo isolados ou em grupos, com pétalas brancas ou ausentes, parecidas com margaridinhas, de aproximadamente 2cm de diâmetro.
LOCAL DE OCORRÊNCIA
Qualquer local. Sem exigências em relação ao solo, gosta mais de pleno sol. Em solos úmidos e férteis pode chegar a 1,5 metros de altura.
MODO DE PREPARAÇÃO
Folhas, cozidas, refogadas pou desidratadas. Folhas e flores na forma de chá.
RECEITA:
Sopa de Cenoura à Tailandesa com Coentro e Picão Essa sopa era uma das especialidades do restaurante que trabalhei na Irlanda, o Stag's Head Pub, mas dei uma adaptada e a deixei melhor do que nunca, acrescentando o coco, a laranja e a noz-moscada, inspirado pelos aromas orientais. É cremosa, nutritiva, tem uma cor linda e um sabor muito especial, devido ao acréscimo de ervas aromáticas. Outro segredo da receita: a cenoura é dourada lentamente antes do cozimento, o que dá um sabor profundo à sopa. Mesmo quem não suporta coentro vai gostar dessa sopa. Pode ser consumida quente ou gelada. Ingredientes: (para 4 pessoas) 6 cenouras grandes, descascadas e picadas 1 col sopa de coco ralado, fresco ou seco ou 3 colheres de leite de coco suco de 1/2 laranja azeda 4 dentes de alho, pilados 3 cm de gengibre, descascado e picado 4 col de sopa de coentro picado 4 col de sopa de salsinha picada 1 pitada de pimenta 1 pitada de nos moscada ralada 2 xícaras de folhas de picão picadas finamente 3 col sopa de óleo Coloque o óleo na panela de pressão, e em fogo médio, doure e refogue as cenouras, mexendo sempre. Após 10 minutos, adicione os alhos, o coco ralado e o suco de laranja. Complete com água até 2 dedos acima da cenoura. Tampe e cozinhe por 25 minutos após criar pressão. Enquanto isso, ferva 4 xícaras de água, adicione o picão, deixe descansar por 10 segundos e descarte a água. Reserve o picão. Assim que a pressão da sopa tiver saído, adicione o coentro, o gengibre e bata no mixer ou liquidificador até virar um creme consistente. Adicione o picão escaldado, a salsinha picada, a pimenta, a noz moscada, acerte o sal e sirva. Acompanha bem torradinhas com azeite, queijo ralado e legumes fritos. Pode ser servida gelada, em taças, para dias quentes de verão.
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